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lsisland   lsisland Kurt Huie's TIGblog
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Golden Globe noms rev up Hollywood's Oscar race


BEVERLY HILLS, Calif. – The Golden Globes are good at predicting likely best-picture nominees for the Academy Awards. Not so much at predicting the eventual big Oscar winner, though.
Globe voters, who release their nominations Thursday, used to have a solid track record as a forecast for the Oscar best-picture prize. But they've been swinging and missing recently, with only one top Globe recipient going on to claim the main trophy come Oscar night during the last seven years.
Yet the Globes might have better luck this time. The show has two best-picture categories, one for drama, the other for musicals or comedies. The latter category usually doesn't offer serious best-picture contenders at the Oscars, which tend toward heavier drama.
But this season, the spry, black-and-white silent film "The Artist" stands as a solid comedy to challenge the dramas at the Oscars. If "The Artist" wins the Globe musical or comedy prize, it could end up in an Oscar showdown with the Globe drama winner, whose contenders might include the Deep South tale "The Help," George Clooney's family story "The Descendants," Steven Spielberg's World War I epic "War Horse" and Martin Scorsese's Paris adventure "Hugo."
Last season, the Facebook tale "The Social Network" emerged as the film to beat at the Oscars after it won for best drama at the Globes. Then the monarchy saga "The King's Speech" picked up steam with key wins at Hollywood trade union honors and wound up crowned best picture at the Oscars.
The year before, the Globes chose "Avatar" over "The Hurt Locker," the latter ending up the Oscar champ.
The last time the Globes matched up with the Oscars was three years ago, when "Slumdog Millionaire" triumphed at both ceremonies.
Before its current seven-year streak of mostly misses, the Globes had been on a run of eight-straight years in which either its best drama or best musical-comedy winner took home the best-picture Oscar.
Along with Clooney for "The Descendants," A-listers potentially scoring Globe nominations include: Brad Pitt for both his baseball tale "Moneyball" and the family epic "The Tree of Life"; Meryl Streep for the Margaret Thatcher chronicle "The Iron Lady"; Glenn Close for the Irish drama "Albert Nobbs"; Leonardo DiCaprio for the J. Edgar Hoover biography "J. Edgar"; and Michelle Williams for the Marilyn Monroe story "My Week with Marilyn."
"The Help" could have a big haul at the Globes, with acting prospects for Viola Davis, Octavia Spencer, Jessica Chastain, Emma Stone and Bryce Dallas Howard.
Among other fresher faces with a shot at breaking into the awards are Rooney Mara for the thriller "The Girl with the Dragon Tattoo"; Jean Dujardin and Berenice Bejo for "The Artist"; Michael Fassbender for the sex-addict drama "Shame"; and Clooney's "Descendants" co-star Shailene Woodley.
With drinks and dinner, the Globes are a laid-back affair for Hollywood's elite compared to the Oscars. The show turned a bit touchy last year as host Ricky Gervais repeatedly made sharp wisecracks about stars and the Hollywood Foreign Press Association, a group of about 85 entertainment reporters for overseas outlets that presents the Globes.
But Gervais helped give the show a TV ratings boost, and he's been invited back as host for a third-straight year.
Five-time Academy Award and Globe nominee Morgan Freeman — who won the supporting-actor Oscar for "Million Dollar Baby" and a best-actor Globe for "Driving Miss Daisy" — will receive the group's Cecil B. DeMille Award for lifetime achievement at the Jan. 15 ceremony.
Thursday's nominations in 25 film and television categories will be announced by actors Sofia Vergara, Woody Harrelson and Gerard Butler.
___
Online:
http://www.goldenglobes.org

December 15, 2011 | 10:16 AM Comments  0 comments

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Muhate   Muhate Basilio Muhate's TIGblog
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Aumento da tarifa de energia eléctrica - dicas de poupança

No texto anterior foram apresentadas algumas dicas para fazer face aos momentos actuais em que regista-se um aumento das tarifas de água, em consequência do aumento dos preços dos combustíveis no mercado internacional.  Enquanto aguardamos por soluções mais estruturais e oficiais vale a pena continuar a olhar para as poupanças domésticas e para a economia familiar e procurar saídas como forma de racionalizar e reduzir as despesas das famílias.


Depois da água, seguem-se algumas dicas sobre poupança de energia eléctrica com a devida vénia do Saber Poupar um website muito útil para os dias de hoje com várias informações e dicas úteis para momentos em que é necessário poupar. 




  1. Habitue-se a desligar todas as luzes cada vez que sai de uma divisão… afinal há algum motivo para a luz do quarto estar acesa que se vá passar as próximas horas a cozinhar e depois a jantar? A sua carteira agradece!

  2. Um regulador de intensidade de luz também pode ajudar a reduzir o consumo de electricidade. Em alternativa, escolha sempre a iluminação orientada, ou seja, se estiver a ler, basta ligar o candeeiro ao seu lado, não precisa da luz de tecto acesa também!

  3. Substitua todas as lâmpadas incandescentes por lâmpadas economizadoras ou de baixo consumo. Não se assuste com o preço – apesar de serem bastante mais caras que as lâmpadas “normais” é um investimento que compensará – consomem 6 vezes menos energia e duram 8 vezes mais.

  4. Pode parecer inofensivo, mas a verdade é que a sua conta de electricidade vai registar menos dinheiro se passar a desligar todos os aparelhos que possam ser mantidos em standby(aquela luz de presença vermelha que se mantém depois de apagarmos a TV no comando e que continua a gastar 25% de energia!)… isto aplica-se a televisões, DVDs, aparelhagens, etc.

  5. Desligue todos os aparelhos que não estão a ser utilizados no momento – computadores, impressoras, scanners, fotocopiadoras, máquina de café, microondas…

  6. Evite deixar o telemóvel a carregar toda a noite. Infelizmente, continua a gastar electricidade, mesmo que a carga já esteja completa. Por outro lado, quando pegar no telemóvel depois de carregado, nunca deixe o carregador na tomada, se não, vai continuar a consumir energia!

  7. Os electrodomésticos são os responsáveis pela maior fatia da conta de electricidade e os números comprovam-no: o frigorífico e congelador absorvem 30% do consumo eléctrico de um lar e as máquinas de lavar e secar, cerca de 10%. No enanto, já não conseguimos viver sem eles, mas eles podem viver em harmonia com a nossa carteira! Sempre que adquirir um electrodoméstico novo, compre um modelo da classe A – em termos de energia são muito mais eficientes. Por norma, são mais caros do que os outros modelos, mas vai obter o retorno desse investimento na factura da electricidade e em pouco tempo!

  8. Cada vez que abre a porta do forno para espreitar o assado, perde 25% de calor, o que implica que o forno terá de reaquecer (consumir mais!) para voltar à temperatura inicial. Ao cozinhar, aprenda estes 2 truques: cozinhe com as tampas das panelas colocadas, consome apenas um quarto da energia que precisasse se não o colocasse; desligue sempre o forno ou as bocas do fogão alguns minutos antes do previsto – o calor acumulado é o suficiente para continuar a cozinhar os alimentos! Em alternativa, escolha panelas de pressão ou a vapor, permitem uma poupança eléctrica até 70%!

  9. Para aquecer alimentos, escolha o microondas em vez do forno ou fogão.

  10. Os frigoríficos e arcas congeladoras devem estar longe de janelas, portas e do fogão para não os obrigar a trabalhar (e a gastar!) mais. Não coloque alimentos ainda quentes no frigorífico e mantenha o seu termóstato entre os 3º e os 5º – é a temperatura ideal para conservar alimentos – abaixo dos 3º obriga a consumos de electricidade desnecessários.

  11. Atenção à porta do frigorífico! Junte todos os alimentos para guardar antes de abrir a porta e tente retirar tudo o que precisa do frigorífico de uma só vez. Certifique-se que a porta fique sempre bem fechada, ao ficar aberta, está a gastar ainda mais do que o habitual!

  12. Sabia que um frigorífico e congelador cheios são mais eficientes do que quando estão vazios? E não se esqueça de limpar, de forma regular, o gelo acumulado no congelador – muito gelo aumenta o consumo eléctrico!

  13. As máquinas de lavar loiça e roupa só devem trabalhar com a sua carga máxima e, se possível, de noite, quando as tarifas de electricidade são mais económicas. Consulte a sua empresa de electricidade e descubra em que horário pode poupar!

  14. As máquinas de lavar loiça e roupa gastam mais energia no aquecimento da água, ou seja, basta lavar a 40º em vez de 60º para poupar mais de 40% de electricidade! Se puder, lave com água fria (o ideal para roupa escura, aliás!). Para além disso, a maioria destes electrodomésticos disponibiliza programas económicos, por isso, aproveite-os na hora de lavar!

  15. Sempre que possível, troque a máquina de secar roupa pelo estendal e o ar livre. Porém, quando a utilizar, não se esqueça, sempre na carga máxima e faça várias secagens seguidas para aproveitar o calor acumulado!

  16. Reduza o tempo de utilização do aquecimento e ar condicionado, isolando bem portas e janelas para manter o calor e o frio dentro de quatro paredes. Se puder escolher, opte por vidros duplos – para além de garantir um excelente isolamento térmico, o excelente isolamento acústico vai trazer-lhe muito sossego!

  17. Nos meses de Verão, mantenha janelas e estores fechados nas horas de maior calor, abrindo-os de manhã ou à noite (quando estiver mais fresco) para arrefecer a casa. Isto pode levar a uma menor utilização de ar condicionados. Por falar em ar condicionado, deve limpar ou mudar o seu filtro todos os meses – pode poupar até 20% de electricidade! Outro truque: basta manter uma temperatura ambiente de 25º, em vez de reduzir para os 20º, por exemplo, para continuar a amealhar! Em alternativa, escolha as ventoinhas – de tecto ou de pé – são muito mais económicas!

  18. Adquira um termóstato eléctrico – trata-se de um pequeno termóstato que, ligado ao seu aparelho de climatização, pode ser programado para ligar nos horários mais económicos.

  19. Baixe a temperatura da água quente. Se o seu esquentador for eléctrico, basta reduzir alguns graus da temperatura da água (provavelmente nem vai notar!) para começar a poupar já!

  20. Use e abuse da luz natural. Abra as cortinas e estores para iluminar e para aquecer as casas em dias de Inverno (certifique-se que todas as janelas e portas estejam bem isoladas para não impedir que o calor fuja ao anoitecer). É gratuita! Quer melhor argumento?

  21. Instale um painel solar e aproveite o sol para aquecer a sua casa!

  22. Pode ainda poupar electricidade no exterior da casa. De forma directa, com a instalação de sensores, para que a iluminação exterior seja activada apenas na presença de alguém. De forma indirecta, através da jardinagem, ou seja, plante árvores e arbustos altos para criar agradáveis sombras no Verão e para bloquear ventos gelados no Inverno.

Há muitas outras dicas de poupança no Saber Poupar.

August 10, 2010 | 10:08 AM Comments  0 comments

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Dicas para fazer face ao aumento da tarifa de água potável

O Jornal o País publicou recentemente uma peça que reporta o agravamento da tarifa de água potável em Moçambique, apartir de Setembro de 2010. Este aumento surge numa altura em que agravam-se os preços de combustíveis, da energia electrica e do cimento, produtos estes que afectam significativamente os preços dos produtos de primeira necessidade.
Em média as pessoas gastam enormes quantidades de água diariamente: um banho rápido pode despender entre 50 a 80 litros de agua, uma descarga de autoclismo consome cerca de 10 litros de agua, 100 litros para lavar roupa na máquina e cerca de 50 litros numa lavagem de louça na máquina. Poupar agua deve constituir uma acção economica e também ambiental.
Os últimos dias não tem sido muito saudáveis financeiramente para os agentes económicos e para os cidadãos no geral, por isso seguem-se algumas dicas de poupança de água potável para que a factura seja menos alta no final do mês e assim contribuir para as poupanças pessoais:
  • Mantenha as torneiras e o sistema de canalização em bom estado para evitar fugas e desperdícios de água.

  • Existem a venda em algumas ferragens redutores de fluxo, para colocar nas torneiras e reduzir a quantidade de agua que sai.

  • Enquanto escova os dentes, enquanto esfrega as mãos com sabão, trate de manter a torneira fechada e evite no máximo os banhos de imersão.

  • Uma garrafa de agua plástica cheia de agua colocada no depósito do autoclismo reduz a quantidade de cada descarga.

  • Verifique devidamente as perdas de água habituais no autoclismo. Ponha umas gotas de corante no depósito: se vir água corada na sanita sem ninguém ter puxado o autoclismo é porque existe uma fuga;

  • Se tiver máquina de lavar loiça, opte por usa-la ao inves de lavá-la a mão. Programe a máquina para o horário mais económico do dia.

  • Se não tiver outra solução a não ser lavar a loiça à mão, nunca o faça com a água a correr. Encha o lava-loiças e tenha a torneira fechada enquanto ensaboa a loiça. É muito mais ecológico;

  • Aproveite no máximo toda a agua que sai pelas torneiras sem utilidade, pois pode ser usada para limpar o chão, para regar plantas, etc.

  • A água da chuva pode ser aproveitada em tempos chuvosos, para os mais variados fins.


August 9, 2010 | 9:08 AM Comments  0 comments

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recursos para estudantes de Economia e Gestão

Para estudantes de economia,  Problems in Microeconomics, contem uma serie de ferramentas introdutórias em micro-economia. Os problemas foram elaborados Byron W. Brown, professor de Economia da Michigan State University, é interessante.


Ainda para Docentes e Assistentes (estudantes também) de economia e gestão sugiro o The Economics Network, um portal interessantíssimo com publicações, eventos, oportunidades e outros recursos para apoiar e suportar Docentes de Economia e Gestão.






Bom proveito !

July 23, 2010 | 5:07 AM Comments  0 comments

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Coeficiente de inteligência QI e doenças infecciosas em Moçambique







Um estudo publicado por Christopher Epigghttp://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gif, da http://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gifUniversity of New Mexicohttp://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gif,http://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gif supõe que a distribuição mundial da capacidade cognitiva é determinada, em certa medida, pela variação na intensidade de doenças infecciosas.  O estudo sugere ainda que, um ser humano em desenvolvimento terá dificuldade em construir um cérebro e lutar contra as doenças infecciosas, ao mesmo tempo, pois ambas são tarefas metabolicamente muito caras. Para o efeito o estudo usou  medidas de quociente de inteligência média nacional (QI). As doenças infecciosas continuam a ser o mais poderoso desgastante de QI médio nacional . 


O Estudo é interessante, pois coloca Moçambique como um dos países mais afectados, com um Quociente de inteligência (QI) médio de 64 pontos, numa lista de 192 países. Na parte inferior da lista de inteligência média (QI) está a Guiné Equatorial, seguida por Santa Lúcia, Camarões, Moçambique  e Gabão.  Estes países possuem igualmente o maior índice de doenças infecciosas. No topo da lista dos países com a maior inteligência média estão Cingapura, seguida pela Coréia do Sul, China e Japão. Estes países apresentam níveis relativamente baixos de doença. A lista dos países incluídos no estudo podem ser encontradas http://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gifaquihttp://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gif.http://i.ixnp.com/images/v6.37.1/t.gif


Pode-se com este estudo concluir que a inteligência dos Moçambicanos está a ser negativamente afectada pelas doenças que constituem nossos principais problemas de saúde pública (malária, tuberculose, Hiv-sida, etc), e por esse motivo os Moçambicanos gastam mais energias em saúde, que deviam ser usadas em outros sectores, o que afecta negativamente a nossa inteligência ?



July 19, 2010 | 6:07 AM Comments  0 comments

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Salários dos Políticos

O The Economist reporta que na passada segunda feira, o Primeiro Ministro do Quénia, Raila Odinga, rejeitou o reajuste salarial que lhe foi concedido pelo parlamento  na semana passada. Odinga, com o incremento salarial proposto pelo parlamento, passaria a auferir cerca de USD 430.000 anuais o que o colocaria entre os líderes políticos mais bem pagos do Mundo.  Este salário, segundo a minha fonte, seria 240 vezes maior do que o PIB per-capita do Kenya  (medido em uma base de paridade de poder de compra).


O debate em torno destes números pode ser complexo, na medida em que estes são salários base e não incluem regalias e subsídios e outros bónus dos estadistas. O Presidente da Índia, como se pode ver na figura abaixo, tirada do The Economist, é o que tem o salário base anual mais reduzido.





July 6, 2010 | 6:07 AM Comments  0 comments

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35 anos de Independencia: O PERCURSO DA ECONOMIA DE MOÇAMBIQUE



Moçambique celebra hoje 35 anos de independência Nacional e importa referir que a economia de Moçambique floresceu durante este percurso, pese embora a Guerra de desestabilização tenha constituído um dos maiores entraves ao crescimento e desenvolvimento económico do País ao longo deste período. O Acordo de Paz, em 1992, permitiu que Moçambique registasse taxas de crescimento económico que constituíram referência internacional e registaram-se melhorias significativas dos padrões de vida dos Moçambicanos nos últimos 18 anos. Não há dúvidas que persistem desafios ao desenvolvimento do país, na coordenação e implementação de políticas, e na concentração do focus da economia na base produtiva.
Logo após a independência, a economia de Moçambique estava praticamente ligada ao modelo de gestão económica colonial, e a saída de recursos humanos, materiais e financeiros para a "metrópole" deixou a nova liderança política fragilizada e com a necessidade de iniciar um novo processo de reestruturação económica do País. Foi assim que a Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), adoptou a partir de 1975 medidas económicas tais como as nacionalizações, o encerramento das fronteiras com a Rodésia, a Adopção do Plano Prospectivo e Indicativo (PPI), dentre outras medidas de centralização da economia.
Os primeiros sinais de recuperação económica poucos anos após a proclamação da independência, com o apoio de países socialistas como a URSS, China, Cuba e Argélia foram seguidos de uma profunda crise no princípio da década 80, caracterizada pelo declínio da produção agrícola e industrial em mais de 20%, depreciação do metical, redução das reservas alimentares e financeiras, e um decréscimo das exportações do País. As nacionalizações e o controlo, pelo estado, das principais empresas produtivas do País e a adopção de um modelo de economia centralmente planificada retraiu o investimento estrangeiro e como o país não dispunha de capital humano suficiente, a gestão destas empresas não foi satisfatória durante o período. Esta situação levou a um deficit do PIB de cerca de 15%.
Este cenário levou a que o Governo Moçambicano aderisse, em meados da década 80, às instituições de Bretton Woods, nomeadamente o Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial (BM) , e adoptou novos programas de ajustamento estrutural da economia (PRE, PRES) e mais tarde até 1992 uma série de medidas de política económica fossem tomadas, nomeadamente a aprovação de uma nova constituição, a mudança do sistema de economia centralizada para uma economia de mercado, com abertura ao livre comércio, a reestruturação e privatização de empresas Estatais. Como resultado, o PIB voltou a mostrar sinais de crescimento a partir de finais da década de 80.


Do Acordo de Paz em diante


No entanto, o País continuava a registar uma fraca integração de mercados e da economia, assim como infra-estruturas económicas e sociais em constante degradação devido à guerra de desestabilização. Em 1992 é assinado o Acordo Geral de Paz que põe fim a 16 anos de guerra civil no País e permite uma maior circulação de pessoas e bens em todo o território nacional. Este acordo permitiu que fosse desenhadas novas políticas e programas que permitiram que nos anos subsequentes fosse possível a construção e reconstrução de infra-estruturas, a expansão da distribuição de bens e serviços aos cidadãos, a reforma do sector público, a recuperação da industria e da agricultura, dentre outros factores de crescimento e desenvolvimento económico.


O PIB vem crescendo a taxas favoráveis nos últimos 5 anos, ou seja, entre 8% a 9% ao ano em média. A partir de meados da década de 2000 iniciou uma nova fase na dinâmica de crescimento da economia Moçambicana, através da captação de mega-projectos de investimento, com destaque para Mozal, Sasol, HCB, Vale, Riversdale, Areias Pesadas de Moma, dentre outros, que constituem uma forte alavanca no crescimento económico e na geração de postos de trabalho. Por outro lado, o Governo Introduziu o Fundo de Investimento e Iniciativa Local (FIIL) para potenciar a base produtiva da economia e financiar directamente os agentes económicos que actuam nos distritos do País, nas zonas rurais, na produção de alimentos e na criação de postos de trabalho.


Ainda há muito diamante


Se tomarmos em consideração o percurso da economia de Moçambique nos últimos 35 anos podemos afirmar que ainda há muito "diamante por lapidar" para o desenvolvimento do País. As taxas de crescimento económico satisfatórias mostram que é possível assegurar um desenvolvimento económico próspero nos próximos tempos em Moçambique, mas para tal é necessário tomar-se em consideração alguns elementos:


Maior coerência e integração de políticas, programas e acções de desenvolvimento económico a estratégia de desenvolvimento do país deve estar bem definida e evitar no máximo distorções sectoriais, ou seja, todas as políticas económicas devem almejar o mesmo objectivo comum seja ele a redução da pobreza, ou o incremento do PIB per-capita, ou o crescimento económico. Verifica-se que ainda persistem lacunas de coerência e integração na formulação e implementação de políticas de desenvolvimento. A título de exemplo existem três grandes corredores de desenvolvimento horizontais e paralelos (norte, centro e sul) e nestes 35 anos ainda há necessidade de um corredor potenciado norte-sul para fazer a integração inter-regional de Moçambique. Este é um desafio para os próximos anos no âmbito da integração.
Será necessário que a planificação do desenvolvimento económico busque as combinações de políticas fiscal e monetária e as ajuste mais gradualmente à realidade de crescimento e desenvolvimento que se pretende alcançar no País. A expansão do sector e dos serviços financeiros no país deverá acompanhar a evolução da produção e do sector real da economia. O Governo e o Banco Central devem incrementar o diálogo nos próximos tempos.


Investimento em Infra-Estruturas


A existencia de infra-estruturas continua a representar uma condição para o crescimento e desenvolvimento de economias como a Moçambicana. Estradas, Vias-férreas, pontes, fábricas, comunicações, energia eléctrica, recursos hídricos, Aeroportos, etc., continuam a ser necessários em Moçambique. As infra-estruturas existentes ainda estão aquém de cobrir as necessidades de desenvolvimento que o país impõe, apesar dos avanços significativos que se registaram nos últimos 35 anos. Será importante financiar infra-estruturas de apoio à produção agrícola e industrial para o aumento da produção e das exportações.

Nos Sectores de sucesso e mega-projectos Será necessário visualizar e potenciar os sectores mais competitivos e lucrativos da economia mundial nos próximos tempos, nomeadamente a extracção mineira, a produção de energia, o turismo com um enorme potencial por explorar, e as telecomunicações. A Evolução destes sectores demonstra que têm enorme potencial nos mercados interno e internacional e geram economias de escala, por isso os agentes e os fazedores de política económica deverão olhar para estes sectores de modo a buscar mais-valias e parcerias externas que possam trazer vantagens para os Moçambicanos.


 
Na agricultura quanto maior for a contribuição da agricultura no PIB de Moçambique, mais eficaz será a redução da pobreza no País.Sendo a base de desenvolvimento da economia de Moçambique, segundo a constituição, e sendo o sector produtivo onde se concentra a maior parte da população Moçambicana, nunca deve ser terciarizada ou negligenciada pois é deste sector que o rendimento disponível da maioria das famílias Moçambicanas depende. Será importante um grande investimento e intervenção na Revolução Verde e nos diferentes programas de desenvolvimento da agricultura, mas a ideia central deve ser tirar gradualmente o pequeno agricultor familiar Moçambicano de uma situação de subsistência para níveis mais elevados.





Fortalecimento de pequenas e médias empresas - É importante potenciar o pequeno e médio empresário Moçambicano através da criação de uma rede consolidada de pequenas e médias empresas, de modo a que a riqueza seja melhor distribuída, e que haja mais postos de trabalhos para os cidadãos. A estratégia de desenvolvimento de pequenas e médias empresas deverá ser potenciada no recém-criado Instituto para Promoção das Pequenas e Médias Empresas de Moçambique (IPEME).


O desenvolvimento de Moçambique passa pelos grandes projectos como a Ponte Armando Guebuza, sobre o Rio Zambeze, maior obra desde a independencia nacional, ou a ponte sobre o rio Rovuma, dentre outros, mas o País precisa de sair da situação de pobreza em que se encontra com os recursos de que dispõe. Isto significa que mesmo que as empresas cresçam, os bancos cresçam, os mega-projectos gerem lucros, e que haja mais infra-estruturas, é preciso assegurar que os Moçambicanos fiquem mais ricos e menos pobres.


Basílio Muhate in Caderno de Economia & Negócios, Jornal notícias 25/06/2009

June 25, 2010 | 5:06 AM Comments  0 comments

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Sobre a Dolarização da Economia de Moçambique - Bruno Almeida

Depois de umas "férias" na blogosfera, estou de volta, ainda na ressaca e um pouco desactualizado das últimas evoluções nesta rede social. Alguns emails que me cairam no correio electrónico questionavam se eu tinha "desistido" de blogar sobre a economia de Moçambique.... 
Volto com a entrevista que o meu amigo e consultor Bruno Almeida concedeu recentemente abordando a Dolarização da Economia no caso de Moçambique. foi a melhor maneira que encontrei para voltar, mesmo que ainda consumido pela ressaca das "férias"...
Vale a pena ler...


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BRUNO ALMEIDA FALA SOBRE A DOLARIZAÇÃO DA ECONOMIA MOÇAMBICANA


1.       Até que ponto a “dolarização” da economia é grave, considerando o caso de Moçambique?


A dolarização da economia moçambicana, como qualquer outro fenómeno que mexe com a nossa identidade, é muito preocupante, e há necessidade eminente de se combater este fenómeno. No entanto, este combate apresenta algumas medidas restritivas que podem colocar em perigo o curso normal da economia. Tal é o caso da restrição à moeda estrangeira que dá mais azo ao mercado paralelo. Moçambique tem envidado esforços para combater este fenómeno. O facto é que os nossos empresários atrelam-se à uma moeda de referência, neste caso o dólar, devido a conjuntura económica do nosso país, em que ainda não temos uma moeda forte capaz de competir com as outras. Nós dependemos em mais de 50% de importações, temos que ver esta questão com muito cuidado.




2.       O nosso país encontra-se numa situação de “desdolarizar” o mercado?


Desdolarizar? Temos estado a fazer há anos. Impossível é tomarmos medidas drásticas e com efeitos imediatos em relação a este aspecto. Já referi que nós dependemos em mais de 50% de importações, é preciso ter cuidado com políticas drásticas em relação a desdolarização. Veja, se o Sr. é empresário e toda a matéria-prima para sua indústria é importada, imagina quantos milhares de meticais teria de gastar para pagar a devida importação se estivesse numa situação em que não teria a divisa para o devido pagamento? Uma vez que a nossa moeda ainda tem um peso reduzido em relação as outras moedas internacionalmente fortes.
Temos que fazer as coisas com calma, a desdolarização tem que ser gradual e sustentada, paralelamente, com o aumento da produção, com a abertura de mais indústrias no país, com uma boa gestão das indústrias já existentes, etc.


Pese embora a tendência do nosso mercado seja um pouco controversa, pois parece estar a ficar moda fixar a maioria dos preços em moeda estrangeira.


3.       Que impacto é que tem a violação da medida que obriga a fixação dos preços e da facturação em moeda nacional?


Do lado da economia/nação o impacto é claro:
·         Perda de parte da nossa identidade. A moeda é o símbolo da soberania de uma nação, é o símbolo da nossa identidade;
·         Dificulta o controlo e a estabilidade dos indicadores macroeconómicos (inflação, taxa de câmbio entre outros)
·         Aumenta os custos de transacção para as empresas e os seus clientes, a medida em que tudo deve ser feito em metical e depois convertido em dólar.


NB: Adicionalmente leva-nos a perda de identidade da nossa moeda, remetendo-nos a falta de auto-estima.


Do lado dos empresários, o facto é que um dia serão penalizados por esta violação as regras estipuladas.


4.       Há países que mesmo usando o dólar tem uma economia forte e competitiva. Porquê, precisamos ter uma moeda forte para desenvolver?


Durante anos o dólar foi a suprema moeda de reserva e de comércio. É uma moeda extremamente forte. Esses países certamente que tem níveis de produção altamente elevados e as exportações são significativas, que não é o nosso caso. Uma das funções da moeda é a de meio de troca. Se o meio de troca não é poderoso em relação a valor do bem/serviço que se pretende, temos que gastar mais unidades do tal meio de troca (moeda-metical) para poder adquirir o determinado bem. Daí que há necessidade sim de ter uma moeda forte para desenvolver, não obstante o facto de uma moeda forte atrair o investimento. Pois, os investidores estarão seguros de que não estarão a investir os seus activos numa economia que os poderá desvalorizar com facilidade.


5.       Alguns círculos sugerem que o Banco de Moçambique está a desvalorizar o Metical para atrair as exportações, abaladas pela crise financeira o ano passado. Acha que este argumento é válido?


Sou céptico quanto a esta assumpção. Pode ser e pode não ser. Melhor opinião só poderá vir do Banco de Moçambique.


Todavia, importa-se referir o seguinte. O Bancos Centrais, por vezes ao pretenderem estimular as exportações dos respectivos países podem depreciar a sua moeda (aumentando a taxa de câmbio) por um determinado período de tempo.


Obviamente que existem outros métodos para estimular as exportações:




·         Temos que construir relacionamentos. Outros países têm hábitos e culturas diferentes, e uma boa relação com importadores pede uma dose de conversa e mente aberta.
·         Temos que personalizar os produtos. Fazer uma pesquisa de mercado para modificar os itens que pretendemos vender, de acordo com as normas do país de destino;
·         Etc


O importante seria primeiro entender se Moçambique exporta porque o produtor vende no exterior ou porque o importador vem comprar no nosso mercado? É discutível.


6.       Neste ponto, gostaria que acrescentasse outros aspectos que julga importantes.


Possivelmente a nossa legislação poderia abrir uma excepção para algumas entidades. Note que somente empresas que detém maior parte das suas transacções relativas a compras de insumos com o exterior é que se justifica a dolarização dos seus serviços, para evitar incorrerem em prejuízos acumulados, decorrentes das flutuações cambiais.


Caso contrário é absurdo! Valorizemos a nossa moeda, usemos o metical... É orgulho moçambicano. É símbolo da nossa identidade.




Bruno Almeida In "O País" 

June 3, 2010 | 6:06 AM Comments  0 comments

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Bancarização da Economia de Moçambique – uma contribuição para o debate

A Bancarização da economia de Moçambique é um dos principais desafios dos agentes implementadores de políticas Monetárias e financeiras em  Moçambique, nomeadamente o Banco de Moçambique, os Bancos comerciais e outras instituições financeiras a operar no País. Alguns intervenientes do sector financeiro Moçambicanos defendem que o fraco desenvolvimento de infra-estruturas constitui um dos principais entraves à bancarização da economia, ou seja à expansão dos bancos e instituições financeiras às zonas rurais, o aumento do número de balcões e de ATM´s. tive a oportunidade de participar num debate promovido pela estação televisiva STV, no Programa O País Económico, sobre a bancarização da economia de Moçambique, no qual participaram o Dr. Sérgio Viéira, ex-Governador do Banco de Moçambique, o Dr. Lourenço Veniça, economista e docente na Faculdade de Economia da UEM, e achei por bem trazer uma contribuição para o debate.


O Banco de Moçambique considera-se satisfeito com a expansão da banca para as zonas rurais de Moçambique, um desafio que já vem desde o ano de 2007, com uma cobertura actual de 51 distritos, dos 128 existentes no País, ou seja, existem ainda 77 distritos em Moçambique sem nenhuma sucursal ou Banco a funcionar localmente.  Provavelmente a satisfação do Banco Central Moçambicanon resida no facto de dos 28 distritos abrangidos em 2007 agora em 2010 o número de distritos ter aumentado para 51, ou seja, terem sido abertos bancos em mais 23 Distritos nos últimos dois anos em Moçambique. Portanto, a taxa de cobertura passou de 22% para 40%.


A deficiência de infra-estruturas tais como estradas, electricidade, telecomunicações e outras representa um dos maiores entraves à expansão da banca Moçambicana para as zonas rurais, pois grande parte dos distritos em Moçambique regista ainda estas deficiências. A questão das infra-estruturas é pertinente, mas a questão que se coloca é: será que com a existência de infra-estrurtura a bancarização da economia de moçambique deixará de ter as dificuldades que hoje enfrenta ?


A Bancarização da economia de Moçambique, realizada nos actuais moldes só permite que os principais agentes desta medida de política de desenvolvimento económico e financeiro sejam os bancos comerciais e instituições financeiras do sector privado. Ao Banco Central (Banco de Moçambique) cabe apenas o papel de exercicio da persuação moral, ou seja, apelar para que o sector privado ganhe uma nova atitude em relação à bancarização. Logo, não há condições para que o Estado lidere a bancarização da economia e a expansão bancária.


O sector privado procura mercados competitivos e rentáveis, procura espaços onde a demanda pelos seus produtos e serviços é elevada, procura lucro e rentabilidade. Não interessa aos Bancos comerciais abrirem balcões onde não haja infra-estruturas, e mais do que isso não lhes interessa abrir balcões onde o seu principal negócio (dinheiro) não rende juros. Por isso é que mais balcões continuarão a ser abertos em zonas urbanas e em zonas com maior fluxo monetário e financeiro.


Mesmo na capital de Moçambique, a cidade de Maputo, existem bairros e distritos Municipais com todas as infra-estruturas necessárias para a criação de um banco, mas que simplesmente não tem nenhum balcão ou agência bancária por perto, o que significa que para o sector privado, para a banca comercial, não bastam apenas infra-estruturas, é preciso outro tipo de dinâmicas de circulação de moeda, de existencia de investidores, de existencia de mercados financeiros competitivos e lucrativos.


Se a expansão dos serviços financeiros para as zonas rurais é um desafio de política económica e financeira, então é necessário que o Estado moçambicano, para além do estabelecimento de infra-estruturas, lidere o processo levando à cabo algumas inciciativas tais como a introdução de medidas fiscais que beneficiem a expansão bancária, com a introdução de subsídios a determinados serviços bancários nas zonas rurais, ou com e entrada directa do Estado, através de um Banco ou instituição que tenha o desafio de liderar a captação de poupanças nas zonas rurais. Os indivíduos das zonas rurais são cidadãos de baixa renda que precisam de fazer pequenas poupanças e precisam de financiamento para pequenas actividades de geração de rendimento.


Estes cidadãos precisam de 100 USD para iniciarem um pequeno negócio, seja a criação de aves, seja a venda de produtos alimentares básicos, seja para a compra de uma bicicleta-taxi, seja para a montagem de um telefóne público, dentre outras actividades económicas rurais e de pequena dimensão que contribuem para reduçao da pobreza dos mesmos. Há exemplos no continente africano e no mundo (em países ricos e pobres) de experiências de bancos de poupança e crédito para indivíduos de baixa renda que resultaram em sucesso.


Ainda existe a opção do incentivo ao micro-crédito e as micro-finanças em Moçambique, no entanto o que se apercebe é que continua-se no ciclo da falta de infra-estruturas, falta de pessoal qualificado nos distritos, alto risco de concessão de crédito, entre outros. As instituições de micro-finanças seguem o mesmo percurso que os bancos comerciais.


Indirectamente há um sinal do Governo Moçambicano, através da institucionalização dos Fundos de investimento em Iniciativa Local (FIIL) ou Orçamentos de investimento em iniciativas Locais (OIIL), os conceituados “7 milhões” para fazer face ao fraco crédito e financiamento ao desenvolvimento nos distritos, mas ainda falta a componente de captação de poupanças dos indivíduos, de modo a que estas poupanças nas zonas rurais não fiquem enterradas ou guardadas em residencias, mas em lugar seguro e que produz efeitos multiplicadores na economia.


Vale a pena ler alguns escritos mais elaborados relacionados com  bancarização da economia de Moçambique publicados em Moçambique por Salim Vala, Director no MPD, Antonio Matabele, economista Moçambicano, pelo Banco de Moçambique e um debate sobre o assunto no blog do Julio Mutisse,  e dai tirar ilações sobre este tema que se afigura importante para a economia de Moçambique.



February 16, 2010 | 5:02 AM Comments  0 comments

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O que Fazer pela economia do Haiti após o terramoto ?

O The Economist tem um artigo sobre o Haiti, um país devastado por um terramoto que tirou a vida a cerca de 200.000 pessoas, destruiu infra-estruturas e colocou o País numa situação de desespero. O Haiti já antes do tremor de terra era considerado como uma das economias mais pobres do Mundo, conta agora apenas com a ajuda da Comunidade internacional, com um um número insignificante de instituições em funcionamento pleno, na medida em que uma grande percentagem dos membros do Governo e das mais altas individualidades do estado perderam as vidas. A ajuda internacional não tardou a chegar ao Haiti. Estados Unidos, China, Canadá, Brasil, Cuba juntam-se as promessas de ajuda que rondam a 1 bilião de USD.

O principal ponto que me leva a citar o The Economist é o debate em torno dos desafios do Haiti a médio e longo prazo, um país que terá praticamente que começar da estaca zero, uma vez que perdeu-se muito pessoal qualificado e as instituições têm uma fraca influencia principalmente com esta crise instalada em que quem efectivamente liderá a logística de recuperação do País são os EUA.

Esta entrada em peso dos estados Unidos (agora para ajuda, uma vez que já estiveram lá no passado) no Haiti, como é que pode ser vista pelos próprios Haitianos ? Certamente que o cidadão comum fica satisfeito por ver os Americanos por aquelas bandas pois verão os seus problemas de água, alimentos, combustíveis, medicamentos e abrigo resolvidos.

Este é o cenário actual, mas da crise até a construção de um país melhor no Haiti já entra-se para um debate mais profundo. Num país repleto, momentâneamente de campos de afectados à volta da capital, onde o Governo não tem um espaço adequado para planificar o desenvolvimento, exige-se investimento virado para infra-estruturas e serviços básicos. Mas quem vai fazer os planos e como vai fazer ? O Governo está sem capacidade, o País tem uma enorme crise de desenvolvimento sustentável a ver pelo desflorestamento nos últimos anos no Haiti, que provavelmente não contribuem em nada para o ambiente.

Sugerem-se conferências de doadores, seminários e meetings internacionais para analisar-se a situação do Haiti e buscarem-se alternativas de saída da crise. Uma saída mais pacífica no seio da comunidade doadora é a criação de uma entidade, sob liderança da Organização das Nações Unidas (ONU) liderada por um outsider (nomes como Bill Clinton e George Bush já foram avançados mas ainda não reunem consensos no debate), em colaboração com um proeminente Haitiano como Primeiro-Ministro. A esta pressão dos doadores o actual governo afirma estar em condições de liderar a mudança e a reconstrução do Haiti porque uma nova autoridade retiraria legitimidade ao governo em exercício, eleito democraticamente.

Os primeiros sinais estão a ser dados para a recuperação da economia do Haiti. A reabertura dos bancos e de algumas lojas cujos edifícios não sofreram com o tremor representam um sinal de que as autoridades procuram soluções, mas ainda longe de serem claramente visualizadas num país em que mais de dois terços da população vive da garicultura, da produção de milho, açucar, arroz, café e madeira e com uma grande insuficiência alimentar.

Que soluções para a recuperação do o Haiti após o terramoto ? Isto faz-me pensar em Moçambique e imaginar uma catástrofe da mesma natureza no nosso País. Espero que o Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) de Moçambique tome o caso do Haiti como um caso de estudo e que através desta experiência melhore as suas abordagens de prevenção e gestão de calamidades.


January 26, 2010 | 3:01 AM Comments  0 comments

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Sobre a Sorte dos Mambas e o Azar do País, de Elisio Macamo


Li e reli o texto do Prof. Elisio Macamo, pessoa que admiro e respeito pelo ângulo de visão da sociedade Moçambicana que consegue alcançar, um ângulo só dele que as vezes dá-nos a ilusão de óptica de que está a tropeçar daquele angulo tão inclinado, quando continua bem firme. No seu texto o também blogger Elisio Macamo (sem fólego, mas ainda consumível) socorre-se do termo Mambas para correlacionar a selecção nacional de futebol e o governo Moçambicano recém formado, assim como apresenta a sua consultoria de desenvolvimento à governação Moçambicana durante o quinquénio 2010-2014.


Efectivamente tudo o que não resulta de um trabalho sério e previamente planificado termina mal e, para combatermos a pobreza, tal como no caso dos mambas, teremos k ter feito um bom trabalho de preparação. O combate à pobreza é a palavra de ordem do dia, e Macamo mostra o lado superfluo da análise e do debate político que flui nas principais plataformas criadas para o efeito.


Temos estado a assistir a debates sobre constitucionalidades, sobre doadores, sobre membros do governo, sobre diversos assuntos de algum interesse político, mas há objectivamente desafios reais que este país enfrenta sobre os quais a actuação dos governantes tem efeitos multiplicadores no desenvolvimento economico e social. Os nossos analistas políticos provavelmente estejam a elevar o debate para questões que não exigam muito esforço de coragem na sua abordagem. Igualmente o prof. Macamo no seu texto tem algumas inclinações para estas questões ligadas à pseudo-doadores e outras, por força da actualidade política nacional.


Concordo com o professor Macamo no que respeita a generalidade da luta contra a pobreza e na necessidade de se buscarem os verdadeiros problemas que causam a pobreza e eleva-los ao discurso político e a consciência dos governantes. Ao novo elemento de descentralização acrescentaria a pobreza urbana como sub componente da pobreza que vem trazer um novo elemento que dantes não era aglutinado pelos 7 milhões, o que certamente criou transtornos nas cidades e vilas de Moçambique e levou a que o debate da classe média e alta, a tal que domina a análise política nos midia, não tivesse elementos suficientes para mergulhar nas suas especificidades. Os 7 milhões, para além da coerência institucional e definição de competências vão carecer de resultados não só palpáveis, mas também mensuráveis e comparáveis.


A definição da luta contra a pobreza como agenda nacional é estratégica porque a pobreza é o maior desafio de Moçambique do ponto de vista geral e não só faz sentido assumir esta agenda na nossa relação com os doadores mas também na relação do poder político com os eleitores. Moçambique tem uma série de problemas dos quais E. Macamo faz referência, como por exemplo a relação entre o estado e os cidadãos na resolução dos problemas concretos dos cidadãos.


Sobre a filosofia política que a agenda nacional deve ou não suportar, obviamente que o poder político, os órgãos de soberania do Estado e os partidos políticos são os principais agentes na definição da linha filosófica ou ideológica que a Nação deverá adoptar. O Partido no poder é de orientação Socialista democrática, o que pressupõe justiça social, critica, democracia. O Prof. Macamo sugere que o discurso de aceleração de Moçambique e recuo da pobreza signifique que cada um dos cidadãos deverá combater a sua própria pobreza, ao mesmo tempo esperava ver sugestões por parte do prof Macamo sobre que postura executiva deviam ter estes mesmos governantes na luta contra a pobreza. Qual deverá ser o papel efectivo de cada uma destas partes ?


Como é que o tamanho do Governo entra em conflito com com a prossecução dos seus objectos ? Terá a ver com as tais tensões internas ligadas a existencia de pelouros/ministérios conflituantes do ponto de vista de área de actuação ? Certamente que algumas areas ministeriais são conflituantes/concorrentes, este é um problema que merece atenção especial. Acredito que por isso e para isso é que existe um Ministério da planificação e desenvolvimento a servir de grande player no jogo estratégico governamental.


Com um Ministério de Planificação e Desenvolvimento que faça uma excelente matriz de desenvolvimento, os riscos de surgimento das rotas de colisão previsíveis reduzem, no entanto sendo o MPD um super-ministério voltamos a questão sobre o papel do Primeiro-Ministro e a sua influencia sobre toda a planificação da governação. Não sendo o actual PM economista a linguagem junto dos doadores corre o risco de mudar, valendo-lhe o discurso político, ai afigura-se a Necessidade de o Dr Aires Ali buscar assessores bem preparados para prepara-lo em questões económicas e financeiras do desenvolvimento. Ironizando, espero que as áreas de pasto sejam bem definidas pelo MPD e que integração e abertura ao livre pasto permita que não haja problemas de gado nas movimentações dos pastores.


Por tudo isto, a utilidade de uns e outros ministérios e a sua actuação vai depender muito da forma como a planificação é feita e coordenada. As questões de ordem orçamental podem ser ultrapassadas. O outro ponto central nesta discussão sobre a utilidade dos ministérios é que estes devem ser criados tomando em consideração os principais desafios económicos e sociais que enfrentamos e tomando menos em consideração algumas tensões, alguma acomodação ou outras questões de carácter alheio ao combate à pobreza.


Continuo preocupado não com os números, porque esses são satisfatórios, mas com o ainda dificil acesso à agua potável, com a fraca capacidade de aproveitamento das águas dos rios e construção de algumas resrvas para fazer face aos períodos de cheias e seca, com o ainda fraco aproveitamento da terra, com os efeitos do HIV-SIDA no desenvolvimento, com o fraco aproveitamento da extensa costa Moçambicana, com o ainda fraco investimento no capital humano e no ensino tecnico, apesar do discurso, com a ainda necessária expansão das vias de acesso para suportarem os efeitos multiplicadores dos 7 milhões, com os índices de pobreza urbana que tendem a crescer, entre outros aspectos essenciais do desenvolvimento humano.

Como bem diz o Prof Macamo, temos equipe forte, que conhece a casa e é ganhadora, portanto, no excuses. E o desafio está lançado.


B.Muhate


January 22, 2010 | 9:01 AM Comments  0 comments

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Economia de Informação, redes sociais e inovação

Entro para 2010 dominado pela Economia da Informação , observando alguns dados apresentados sob estatísticas, relacionados com as redes sociais que vão dominando milhões de usuários de internet no Mundo, com principal destaque para as duas principais redes sociais, nomeadamente o Facebook e o Twitter. Nas minhas buscas identifiquei uma empresa online de nome Chitika, especializada em assuntos estatísticos e marketing online, a qual considera que os usuários das redes sociais e os internautas em geral lêm mais posts do Twitter e menos do Facebook. Uma espécie de reflexo desta propagada em números.

O Facebook, a maior rede social do Mundo actualmente, só tem 18% de usuários que lhe buscam noticias, enquanto que cerca de 28% dos inquiridos na pesquisa absorve notícias na rede twitter.

Com as inovações da web e os ripple effect gerados nas redes sociais hoje a economia da informação já não é algo de ignorar completamente no cenário internacional e nas relações economicas, políticas e sociais. Aliás esta evolução das redes sociais já criou novas unidades económicas empresariais de sucesso a nível mundial como são os casos da Gooogle, do Yahoo e outras plataformas, e também contribuiu para que agentes económicos. Há empresas que apostam em investir nas redes sociais e nem a Microsoft fica alheia ao negócio.

Portanto, para muitos ainda é importante encontrar os melhores caminhos para distribuir conteúdos na web. Ha um debate sobre o uso de redes sociais em Africa aqui e dados recentes disponíveis no Jornal Francês Le Monde aqui que nos ajudam a ver quais são as tendências da economia de informação.

Em jeito de reflexão preocupa-me saber como é que Moçambique assume estas novas tendências de sociabilidade internacional e de criação de novos mercados através da internet e das redes sociais, sob risco de o país olhar para os modelos teóricos contemporrâneos de crescimento e desenvolvimento económico e social ignorando estas novas tendências do século XXI. EM Moçambique e no mundo em geral, a economia da informação não se dissocia da economia e gestão do conhecimento, mas a lógica indica que informação é que gera conhecimento após ser processada de forma adequada pelos cidadãos, o que pressupõe que todos precisamos de informação.


January 19, 2010 | 3:01 AM Comments  0 comments

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January update

Dear friends, I want update you on my project focusing some of great challenge I faced.
We was making a recommendation for the next AIDS Strategic Plan from Mozambique, and the National AIDS Council created a Civil Society Counsultting Group to contribuite for this document. We was not part of this group those they considers appropriate channel to send inputs for the document. So we had a risk to National AIDS Council do not receive our document.
To overcome this challenge we dicided to work in group, in order to the National AIDS Council see us as a network and not only a organisation or young people from one district.
So, we worked with National Youth Council, as well with their Provintial and Distrital branch.
We also invited the AIDS Council and they attended our sessions. A part of that we informed about our intentions for several goverment institutions as youth, health, education departmens, and we keeped informed the liasion officer from National AIDS Council.
So at the end, we got more credibility and we could send our recommendation for National AIDS Council and ohers departments, they received it. Hope now they will include in the finnal document.


I also want share with you participant biography from one young people involved in my project:
Assis Sebastião Tiago Liquidão, 15 years old, student, young activist from the governmental program Geração Biz, as well reporter of local radio, dealing with childrens programs.
He decided to attend the project about was really curious about the advocacy, and willing to learn how the young people can influence the decisions from the government. For him the first change in his life was realize that he already was working in advocacy in his radio program, but never called it advocacy activity. The second change is now is implement scientific methodology when are planning his advocacy messages for the radio program.
His life now are changed, because is planning to approach the youth problems in different way, for example now when is planning to talk with some government officer will first research enough information, as basic step to influence decisions. As well is thinking to use this knowledge even in personal life when talking with adults.
He belive this project is important in Moamba because give to local young people courage to talk open about own problems even with government departments, as well because give concretes skills to influence decisions.

January 16, 2010 | 2:24 AM Comments  0 comments

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Mocambique supera as previsões de crescimento económico em 2009

A taxa média de crescimento do PIB Moçambicano nos últimos 5 anos rondou aos 7,8 %, no entanto 2009 é o ano em que a taxa de crescimento do PIB Moçambicano sofreu uma redução. Isto significa que o PIB registou um incremento, mas a ritmos bastante reduzidos em relação aos anos anteriores. Apesar do debate entre alguns sectores do Governo e analistas económicos, as políticas económicas não permitiram que o PIB Moçambicano crescesse na ordem dos 7% como se previu nas metas de crescimento da economia moçambicana.

As projecções do FMI indicavam que a taxa de crescimento da economia Moçambicana em 2009 estaria entre os 4% e 5%, voltando depois a crescer nos anos subsequentes, apartir de 2010. Esta posição da economia Moçambicana deve-se, segundo estas projecções, a redução das exportações de alumínio, produto que mais contribui para as exportações Moçambicanas. A Balança Comercial de Moçambique em 2009 foi a mais negativa desde 2004, prevendo-se que esta situação prevaleça nos próximos anos. O Banco de Moçambique, contrariamente às previsões do FMI, anunciou o crescimento da economia de Moçambique em 6%, portanto, acima do previsto pelo FMI, sinal de que tanto a condução das políticas fiscal e monetária assim como as dinâmicas do mercado, em particular do sector privado, conseguiram suplantar aquilo que eram as previsões.

Os sectores da Indústria, Energia, Hotelaria e Turismo, Agricultura e Construção foram os que mais projectos de investimentos registaram no presente ano. O sector do turismo, com enorme potencial em Moçambique, é o que mais projectos registou em 2009.

A MOZAL, empresa do sector industrial, gera receitas mensais estimadas em cerca 45 milhões de dólares norte americanos e Moçambique recebe apenas 5% de todo o negócio gerado anualmente por este grande empreendimento. Esta continua a ser a firma do sector produtivo da economia cuja actuação tem o maior impacto nas exportações do País. No entanto, as exportações de alumínio, que representam cerca de 76% do total das exportações Moçambicanas, registaram um decréscimo entre 2008 e 2009 de cerca de 10%, devido à crise financeira internacional. No entanto, continua o braço de ferro entre o governo e o sector privado no que concerne aos benefícios fiscais concedidos aos mega-projectos aliados ao fomento de pequenas e médias empresas.

Outro mega-Projecto com fortes expectativas para 2010, sobre o qual importa fazer referência, é o Projecto Nacala XXI, envolvendo a Vale, o Grupo Insitec e o Governo Moçambicano, avaliado em 1,6 biliões de dólares norte americanos. Este projecto, a alcancar aquilo que tem em vista, poderá gerar economias de escala e novas dinâmicas nas economias das regiões centro e norte de Moçambique.

Um dos factores que levou a que Moçambique não fosse significativamente afectado pela crise foi o facto de o Páis ter um sistema financeiro fraco e ainda desintegrado, o que ofereceu alguma protecção . Aliado a isto, o grande incremento que o Investimento Directo Estrangeiro trouxe ao País durante o presente ano abafou em certa medida os efeitos da crise.

Por outro lado, as medidas de política económica levadas à cabo para fazer face as crises alimentar e financeira recentes, que incluiram subsídios aos pequenos agricultores e instalação de silos, os projectos da área de biocombustíveis iniciados em 2008 (A PROCANA foi uma excepção na medida em que pouco ou nada alcancou em relação às previsões), estão a ter impactos positivos no sector da agricultura. Os receios em relação aos efeitos da crise financeira internacional mantêm-se, principalmente no mercado de emprego, no entanto ainda não há sinais significativos na economia Moçambicana.

Os parceiros de cooperação internacional, provenientes de países afectados pela crise, que representam um grande financiador do orçamento do Estado Moçambicano, mantiveram as suas promessas em continuar a financiar à economia Moçambicana em 2009 e 2010.

Um outro elemento de destaque na redução da pobreza e no crescimento económico de Moçambique é a implementação do Fundo de iniciativas Locais, vulgo 7 milhões, que impulsionou o desenvolvimento dos distritos. Esta iniciativa ainda carece de uma melhor análise porque é importante que os decisores de política económica, mais do que preocuparem-se com uma boa gestão e planificação do mesmo, avaliem o impacto deste Fundo na redução da pobreza e no crescimento económico de Moçambique de forma efectiva. Os primeiros 5 anos desta iniciativa serviram para ir afinando aspectos de ordem técnica ligados à gestão e a educação cívica em relação à filosofia do fundo, e 2009 foi o ano em que começou-se a perceber melhor o funcionamento do fundo, mesmo ao nível de alguns gestores séniores do mesmo.

Continua o debate entre economistas Moçambicanos ortodoxos e heterodoxos em relação à melhor forma de gestão dos 7 milhões, uns a considerarem que deve ser o Estado o Gestor do Fundo e outros assumindo que o estado tem outro papel diferente, no entanto todos convergem na ideia de que é preciso melhorar todo o quadro regulamentar que orienta a gestão do fundo.

Desafios para o futuro

2009 foi um ano bom do ponto de vista económico para Moçambique. Registou-se crescimento económico, mas continua o desafio de aproximar o crescimento económico do desenvolvimento económico, continua o desafio de criação de mais postos de trabalho, continua o desafios de redução do fosso entre ricos e pobres de modo a que a economia cresça e as pessoas fiquem mais ricas ou menos pobres. Continua o desafio de produzir, consumir e exportar bens e serviços Moçambicanos de modo a incrementar a balança de pagamentos e reduzir a dependência externa. Continua o desafio da integração inter-regional de Moçambique já iniciada com a construção da ponte Armando Guebuza. É preciso continuar a ligar e unir o país do ponto de vista económico e uma linha ferrea, ligando o sul ao norte do País, poderia ser uma mais valia para a integração inter-regional da nossa economia. Ademais, já há o compromisso de construção de uma linha ferrea ligando Moçambique.

Basílio Muhate in jornal noticias (caderno de economia e negócios) 31/12/2009


January 3, 2010 | 6:01 AM Comments  0 comments

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